RFLX: #2 O Caos do Planeta Está Dentro de Mim

Enquanto escuto o cd novo d’O Terno, MELHOR DO QUE PARECE, e percebo o quanto ele me diz um punhado de coisas, fico aqui me perguntando – fazendo outra percepção – o porquê de sempre que passo por algum tipo de evento marcante, traumático ou não, recorro à música, em busca de resposta, de acalento, de exaustão. Por que não um gibi?

Que gibi ler quando passando por um término de namoro? Que gibi ler quando passando por um término de namoro em que uma pessoa ficou mal e a outra pior ainda? E que gibi ler quando as coisas melhoram e essas pessoas ficam bem? Que gibi ler quando sem grana, no modo sobrevivência ligado? Que gibi ler quando se sentindo perdido? Que gibi ler quando fortalecendo amizades? Que gibi ler quando fazendo a quest da graduação? Que gibi ler quando se percebe uma rejeição a algumas roupas que usava? Que gibi ler quando doidão? Que gibi ler?

Não tenho resposta pra nenhuma das perguntas (Talvez a do doidão). Vou em busca dessas respostas aí (Arzach. Arzach é massa pra ler doidão. Pelo menos até ter muita coisa escrita. Aí não. Aí fica confuso, aperta a mente). É isso. Um dia eu volto com as respostas aí. Ou não. Volto, com certeza. Tem outras coisas pra falar. E você, que lê, que leu, tem alguma das respostas aí?

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RFLX: #1 Sem Título

Nunca li PERSÉPOLIS. Ainda não li nada de Bechdel, mas tô quase, dá pra sentir. Só fui ler MAUS ano passado. Cresci lendo Disney, não Turma da Mônica. Não sei como é a cara de diversos quadrinistas que gosto. Sou fissurado na newsletter de Warren Ellis, a ORBITAL OPERATIONS. Não tenho preconceito com o quadrinho nacional e isso me deixa feliz pra caralho. Ainda não li JIMMY CORRIGAN. Às vezes tenho medo de perder o timing de alguns gibis. Tentei ler V DE VINGANÇA e abandonei; ainda não tentei de novo. Todo Natal eu leio SNOW DOPE. Demolidor é um de meus personagens favoritos, mas nunca li A QUEDA DE MURDOCK. Passei um tempo encantado, cego até, com a Image Comics, mas agora consigo enxergar. Nunca li RETALHOS. Não seria estranho sonhar que meu BUILDING STORIES estragava antes que eu conseguisse lê-lo. Até hoje não consegui terminar de ler SANDMAN. Quando li WATCHMEN, li pulando a história-dentro-da-história. Li ARZACH depois de fumar um beque e foi uma experiência incrível (mas só consegui ler as histórias sem falas). Meu primeiro ídolo do quadrinho nacional foi o Gomba. Minhas edições 1 e 2 de VALENTE são da Pandemônio. Tenho um roteiro de uma história de cinco páginas que acho que funcionaria. Até hoje não terminei PLANETARY. Eu gosto do traço do Jeff Lemire e não suporto o de Renato Guedes. Tenho um carinho grande por webcomics. Não ter prosseguido com o espanhol e o francês faz com que eu me sinta impedido de visitar novos universos. Nunca li Joe Sacco.

DOGS AND WATER, Anders Nilsen

EDITORIAL

PERFIL

Acho engraçado como sempre me peguntei qual é o primeiro post que se faz num blog. Por sorte, recentemente vi nascer o BALBÚRDIA, blog dedicado a quadrinhos, e eles responderam isso pra mim. Se começa um blog, aparentemente, com um editorial. E é isso que esse post é, rá!

Eu me chamo Bernardo, admiro quadrinhos e acredito em coincidências. Numa váibe de convergência cósmica e magia arcana, três situações – todas internéticas, e isso é relevante – ligadas a quadrinho aconteceram, na mesma época em que estava maturando esse blog, definindo nome, criando a página. Por sentir que todas elas, de alguma forma, conversavam diretamente comigo, não pude deixar de acreditar que era para ser. São elas, sem ordem cronológica ou de importância:

  1. A entrevista com Rogério de Campos, feita por Ramon Vitral, do VITRALIZADO;
  2. O texto-manifesto-desabafo de Rachel Gontijo Araujo, d’A Bolha Editora;
  3. O já citado nascimento e editorial do BALBÚRDIA, blog capitaneado por Lielson Zeni, Paulo Cecconi e Liber Paz.

Dito isso, o que o ESSE GIBI EU TATUAVA almeja é ser um espaço de crítica e divulgação das histórias em quadrinhos, nos seus muitos formatos e línguas – especialmente o português brasileiro; para isso, resenhas e críticas que não fiquem somente no binômio BOM/RUIM, mas tentar solucionar o porquê de estar sendo recomendado para leitura (dois exemplos de boas críticas, uma falando que é BOM, outra falando que é RUIM, sempre com o porquê). O fator humano – eu, no caso – não será desconsiderado! Textos pessoais são tão ou mais importantes que os impessoais.

Bom, essa foi a base do que o ESSE GIBI EU TATUAVA pretende. Com o tempo, consolidações e/ou alteraçoes. Vamos que vamos!

Espero que gostem!

Obrigado, e até já.